• Fabiana de Luna

Ter diabetes e morar na França!


DIABETES E VIAGENS - NÃO TENHA MEDO DE MUDANÇAS!

Quando iniciei a série de postagens sobre "viagens e diabetes" já imaginava que poderia ser útil para muitas pessoas.

O medo, a insegurança de viajar ou mudar de país com uma doença crônica é sempre grande, e alguns relatos nos ajudam a entender ou ter as primeiras ideias sobre o que fazer para fazer este sonho acontecer.

Através do meu perfil do Insta e Facebook conheci algumas pessoas, brasileiros, que moram fora e se dispoibilizaram a falar como é ter diabetes vivendo em outros países.

Chegou a vez de falar um pouco da França, através da graciosa Janis, uma DM1 pra lá de brasileira!

Dia(enoite)bética: Fale um pouco sobre você, de onde é, o que faz, etc...

Meu nome é Janis, tenho 20 anos e nasci em Goiânia - GO. Moro aqui em Nice, na França, desde dos meus 14 anos. Hoje trabalho com crianças, estou fazendo uma formação para ser animadora sociocultural, mas fiz 3 anos de arquitetura.

Dia(enoite)bética: Nos conte um pouco sobre sua vida e o diabetes:

Descobri minha DM1 quando tinha 7 anos. Minha família não tinha condições de pagar o tratamento para diabetes, então meu pai decidiu vir trabalhar aqui na França, para poder mandar dinheiro para o Brasil. Eu uso a bomba de infusão, com a Insulina Novorapid.

Dia(enoite)bética: Quando decidiu mudar de país, já era diabético O diabetes te influenciou na decisão de alguma forma? Teve algum receio de viver em um outro país tendo DM1?

Quando decidiram por mim que eu deveria vir para França foi uma mudança e tanto, eu não estava preparada e não tinha nenhuma vontade de vir. Mas no Brasil eu nunca cuidei do meu diabetes, minha família nunca soube o que era essa doença e nunca tentaram saber. Para eles o diabetes e simplesmente a comida, "fecha a boca e o diabetes vai bem!

Mas hoje faço o possível para que minha diabetes esteja controlada.

Dia(enoite)bética: Você precisa comprar insulinas na França? Ou recebe os insumos do governo?

Aqui na França existe uma carta para os estrangeiros que se chama AME, então eu recebo todos os meus medicamentos do governo. O acompanhamento da minha DM é feito de 6 em 6 meses.

Tudo é feito em um hospital público, com o mesmo médico, e eu não pago nada pela consulta pois tenho a carta AME.

Além disso, tenho uma consulta 1 vez ao ano para fazer todos os tipos de exames, como os exames de sangue, oftalmologista, Podólogo, e além disso tenho uma enfermeira que vem me ver em casa para saber se está tudo bem com a bomba de infusão umas 5 vezes ao ano.

Dia(enoite)bética: Como foi a adaptação da vida com o diabetes, especialmente com a alimentação?

Controlar a diabetes num pais que cuja culinária é tão diferente do Brasil não é nada complicado, melhor dizendo, para mim é a mesma coisa que no Brasil.

O acesso a Frutas e legumes é bem menos caro que no Brasil. Eu não moro sozinha, moro com meu marido francês e para ele o diabetes é uma doença que precisa de atenção e muita responsabilidade, e no meu trabalho todos sabem que sou diabética.

Dia(enoite)bética: Deixe uma mensagem para aqueles que desejam um dia viver na França...

Então, quando resolver mudar para outro país, como a França, pesquise muito sobre suas leis, sobre como morar legalmente, trabalhar, enfim... Eu tive muitos problemas com isso, pois não é fácil viver na França ou Europa quando não temos cidadania européia.

Mas certamente, o diabetes não é um problema!

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